01 janeiro 2006

“…a cidade do Porto vai celebrar 600 anos de autonomia administrativa.

uma data da maior importância histórica para os portuenses e que a cidade não pode deixar cair no esquecimento, sob pena de estar a querer apagar a sua própria identidade cívica ou a pretender desfazer-se do seu emblema mais significativo o de cidade capital da Liberdade.

Vamos aos factos a 13 de Abril de 1406, o velho burgo portucalense, depois de séculos de lutas, da quezílias, de protestos e reivindicações contra "a prepotência e a ganância insaciável dos bispos, senhores absolutos do burgo", conseguiu libertar-se da dominação episcopal e passar a administração da cidade para as mãos, se assim se pode dizer, dos próprios portuenses.”

Germano Silva, Á Descoberta do Porto - “Há uma efeméride este ano que não pode ser esquecida”, JN de 1/1/2006

Do logótipo da Associação ARA SOLIS

“O Estatuto de pedreiro livre nasceu quando foi reconhecido aos mestres entalhadores de pedra medievais a posse de um determinado tipo de conhecimento.

A importância desse conhecimento determina que a liberdade passa a ser atributo essencial da actividade desses homens. De facto trata-se de um tipo de saber muitas vezes tido como secreto e protegido da curiosidade dos que não possuem preparação necessária para o compreender, mas tem sido transmitido numa cadeia nunca quebrada ao longo dos séculos de mestre para aprendiz, de forma a chegar até nós nos dias de hoje.

A base desse saber é a geometria, arte suprema que oferece ao pensamento os instrumentos necessários à transformação da consciência. O segredo dessas antigas corporações de mestres construtores está guardado debaixo de matrizes geométricas construídas com base em retículos, que usaram o círculo, o triângulo, o quadrado e o pentágono.

Muitas das catedrais que hoje existem na Europa guardam as marcas lapidares que testemunham a posse desse segredo e são prova da mestria dos seus construtores.

A marca gráfica desenhada para a Associação Ara Solis baseia-se numa dessas matrizes, a triangulação, transformada de forma a operar a divisão do círculo em doze partes iguais, tantas quantas os pontos do Zodíaco, que figura o movimento aparente do Sol ao longo do ano e determina a sucessão das estações. No centro bem inscrito na matriz, está o altar, o lugar da consciência onde toda a transformação se dá.”

Bruno Santos, artista gráfico