28 janeiro 2009

ECOS NA COMUNICAÇÂO SOCIAL da LIDERANÇA E COMPETITIVIDADE

Aeroporto do Porto: Paulo Campos defende que sistema aeroportuário de Portugal deve ser gerido em rede

Porto, 28 Jan (Lusa) - O Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, defendeu terça-feira à noite que o sistema aeroportuário em Portugal deve "ser gerido em rede e não de forma autónoma".
Paulo Campos respondeu a várias perguntas sobre a autonomização do aeroporto Francisco Sá Carneiro na sequência da privatização da ANA, durante a palestra "Liderança e Competitividade - obras públicas e construção, aeroporto do Porto e o imobiliário", que decorreu na Casa da Música.
O secretário de estado adjunto lembrou que "a grande maioria de países faz uma gestão de aeroportos em rede" e que "não existindo sinergias de gestão em rede há um sobrecusto em 10 por cento".
Em resposta aos vários desafios lançados no início do mês de Janeiro por dezenas de associações empresariais do Norte de Portugal, que pediram a abertura de um concurso para a gestão autónoma do Aeroporto do Porto, Paulo Campos referiu que esses interlocutores nunca se mostraram disponíveis para angariar passageiros ou rotas.
"Temos vindo a assistir a vários interlocutores da região do Norte a fazer desafios sobre a gestão no aeroporto, mas não se viu nos últimos anos, em que estivemos a trabalhar para que o aeroporto do Porto atingisse os objectivos que atingiu, ninguém a dizer «estamos cá e disponíveis para lutar lado a lado para angariar passageiros, rotas e pessoas para visitar o Porto»", salientou.
O dirigente comparou ainda o actual debate sobre aeroporto Francisco Sá Carneiro com o Algarve onde "não há discurso sobre infra-estruturas mas os empresários, associação hoteleira e o turismo investem e colocam, em protocolos com a ANA, investimentos para angariar rotas e passageiros".
Paulo Campos destacou que em 2008 a ANA gastou cerca de 7,8 milhões de euros em incentivos para que os aeroportos angariassem passageiros, companhias aéreas e rotas, 5,8 dos quais "foram gastos no aeroporto do Porto".
Ainda sobre o aeroporto Francisco Sá Carneiro, o secretário de estado adjunto referiu que este "tem as mais altas taxas de crescimento de toda a Europa", atingindo, no final de 2008, "13,5 por cento de crescimento" quando "no País a taxa é de três por cento".
A nível nacional, o dirigente adiantou que "nas próximas semanas será apresentado o modelo de regulação para o sistema aeroportuário nacional e pouco depois será apresentado o contrato de concessão e empresas gestoras".
"Todo o processo será lançado até ao segundo trimestre de 2009", destacou.
Durante o debate, Paulo Campos enumerou a evolução e desenvolvimento de várias infra-estruturas na cidade do Porto e região Norte, mencionando o resultado de um estudo comparativo com várias cidades europeias que coloca a Área Metropolitana do Porto como "a melhor do ponto de vista da rede viária e de metro".
O mesmo estudo, pedido pelo ministério das Obras Públicas, comparou a cidade do Porto com Zurique, Sevilha, Helsínquia, Dublin e Bilbau, e apresentou "resultados animadores".
A região do Porto encontra-se ainda "em terceiro lugar na rede aeroportuária e portos, segundo lugar na rede ferroviária e menos bem na rede de autocarros", disse.
"Se fizermos o ranking e conciliarmos todas as infra-estruturas para tornar uma região acessível, então temos o Porto em terceiro lugar, ex-aequo com Dublin, suplantado apenas por Helsínquia e Zurique", explicou.
Os resultados conseguidos foram consequência dos investimentos feitos nas infra-estruturas na região do Porto, tendo sido projectado um investimento de 12 mil milhões de euros, a realizar entre 2000 e 2012, dos quais "já foram concretizados sete mil milhões de euros", sustentou o dirigente.
Ao nível das infra-estruturas "a Área Metropolitana do Porto tem condições para melhorar a sua liderança, ao nível regional, e tem excelentes condições para assumir a sua competitividade", acrescentou.
LYL/FZ.
Lusa/Fim

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=384827&visual=26&tema=4

.

Sem comentários: